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Nápoles tem uma história antiga. Por lá passaram muitos povos e culturas. O povo napolitano tem no coração riquezas de todas essas culturas que se misturaram e, pela fé, se tornaram um dom para a Igreja. Ali se desenvolveram as artes a as ciências. Dizer napolitano é dizer acolhedor, alegre, devoto e cheio de vitalidade de sangue quente pois é banhado de um sol que lhe dá uma espiritualidade irradiante em contraste com a frieza da Europa do Norte.O Reino de Nápoles era uma sociedade dividida em classes de nobres, clero e um povinho sofrido que vivia para pagar os impostos. Tinha umas cidades florescentes e um interior sofrido e abandonado pelo Estado e pela Igreja. Pela pouca assistência religiosa a população era pobre, ignorante e cheia de superstições.

Missionários pioneiros em 1894.

O clero do interior não tinha preparação. Podemos ver a situação religiosa do povo. Foi neste mundo que no dia 27 de setembro de 1696 nasceu Afonso de uma família nobre, não rica. Eram muito religiosos como todo napolitano. O pai, José de Liguori e A mãe Ana Cavalieri lhe deram a formação completa para ser um nobre. Aos 16 anos já era advogado. Aos 28, perdeu um grande processo, por corrupção da justiça. Abandonou os tribunais e passou para a defesa do povo oprimido fazendo-se sacerdote, com 30 anos. Esse foi seu primeiro êxodo: da justiça injusta, passou para a justiça do Evangelho. O segundo passo se seu caminho espiritual foi ser sacerdote para servir na pregação e no sacramento da penitência. Como sacerdote que serve, descobriu os pobres da cidade. Começou a organizar grupos para rezar, cantar e aprender a fé. É o terceiro passo. Indo para o interior, para descanso, descobre os pobres do campo (1730). Este é um dado importante para a fundação da Congregação, pois não só ia evangelizá-los, mas mudou-se definitivamente para o meio dos pobres para levar sua vida entre seus currais e casebres. Mudou-se para Scala. Este foi seu êxodo que significou sua total adesão a Cristo para a evangelização dos pobres.      

No dia 9 de novembro de 1732, com alguns de seus companheiros fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, um ano depois que Maria Celeste Crostarosa  fundou a Ordem do Santíssimo Redentor. Formou-se uma família que continua a missão do Redentor evangelizando pela Palavra e pelo amor os mais abandonados. Os primeiros redentoristas deram um testemunho de santidade e de apostolado que firmaram a Congregação apenas nascida.      

Houve muita dificuldade e sofrimento para levar adiante o novo projeto que não cabia dentro das regras do Reino de Nápoles. As missões eram muito apreciadas e davam um grande resultado. As igrejas das comunidades tinham grande frequência. A relação da comunidade com as comunidades evangelizadas ajudava a manutenção dos frutos da missão. Afonso se dedicava também à escrever para ajudar a obra apostólica servindo-se também da música e da pintura. Muitos de seus padres e irmãos eram de grande santidade como podemos ver em S. Geraldo Majella, no estudante Fr. Domingos Blasucci, nos padres Cáfaro, Sarnelli (já beatificado), Sportelli e tantos.      

Em 1749 o Papa Bento XIV aprovou a Congregação e as regras que a regiam. Mas o governo do Reino não aprovava. Mesmo assim, ela se desenvolvia. Pela dificuldade de manter a Congregação no Reino de Nápoles, pois poderia ser supressa por um nada, Afonso, a partir de 1755, fundou casas nos Estados Pontifícios, que era o Reino da Igreja, do Papa. Assim estaria a salvo se houvesse uma supressão da Congregação.      

Houve uma possibilidade de receber a aprovação da Congregação no Reino. Para isso fizeram mudanças tão grandes nas regras que provocou a desaprovação dos confrades que apelaram para Roma. Para a dor de S. Afonso, o Papa declarou que eram Congregação somente as casas que estavam nos Estados Pontifícios. As casas redentoristas de Nápoles estavam foram da Congregação (21.08.81). Com isso, S. Afonso estava fora da Congregação. E assim morreu. Depois de sua morte tudo se encaminhou de tal modo que o próprio governo, que fazia tanta lei, acabou dando chance de se aprovar a existência da Congregação no Reino. No ano de 1793 foi feita a reunificação.      

Neste período de separação a Congregação cresceu e entraram nela dois alemães que provocarão seu maior crescimento: Clemente Hoffbauer e Tadeu Hübl. Foram ordenados padres e enviados (1785) para a Europa Norte para expandir a Congregação e ajudar a Igreja nas situações em que vivia. Eles estiveram com os redentoristas italianos 11 meses e foram capazes não só de apreender o espírito, como provocar grande crescimento. Quando entraram na Congregação em Roma, S. Afonso ainda vivia.      

Foram para Viena na Áustria, mas não era possível fundar casas religiosas ali, quando as antigas já tinham sido fechadas. Vão para Varsóvia para ir mais longe. Ali ficam 20 anos num grande trabalho e muito fruto. Clemente procurou expandir a Congregação, mas não conseguia. Sofreram muito pelas guerras e políticas maçônicas. Quando Napoleão era o senhor de tudo, eles foram expulsos de Varsóvia (1808) e ele foi para Viena onde exerceu profundo apostolado. Tentou a permissão de estabelecer os redentoristas. No dia em que morreu (20.03.1820) colocaram-lhe nas mãos o protocolo da aprovação da Congregação.Desenvolvimento      

Pe. AmandPasserat que o substituiu na direção dos redentoristas transalpinos (além dos Alpes) pode levar adiante muitas fundações e um crescimento muito grande do número dos redentoristas. E eram de grande qualidade. Com o crescimento surge um problema: a distância. Em 1732 já estão nos Estados Unidos. Eles dependiam do Vigário Geral, Pe. Passerat que estava em Viena. Este dependia do Superior Geral que estava em Pagani, Reino de Nápoles, longe de Roma. Os Transalpinos queriam uma divisão da Congregação em províncias para facilitar. Os Napolitanos não aceitavam. Tiveram que apelar para o Papa. Este dividiu a Congregação em duas (1853). Mandou que os Transalpinos tivessem uma casa central em Roma e fizessem um capítulo para eleger um superior. Em 1855 foi realizado este capítulo e eleito o superior Pe. Nicolau Mouron.      

O ramo da Congregação que ficou em no Reino de Nápoles cresceu. Mas as questões políticas acabaram por fechar as casas e houve grande sofrimento. Em 1869, Pe. Berruti, superior dos napolitanos, foi a Roma tratar da reunificação que foi anunciada em 26 de setembro de 1869.      

  1. Afonso fora canonizado em 26 de maio de 1839. Em 1847 se abre o processo de beatificação de S. Geraldo; em 1862 se abre o processo de beatificação de S. Clemente.      

Santo Afonso Maria de Ligório

O crescimento foi grande. S. Afonso foi declarado doutor da Igreja em 1871. Sua reflexão moral era acolhida por toda Igreja. A Congregação recebeu em 1863 foi confiado à Congregação o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, devoção que se expalhou pelo mundo.      

A Congregação iniciou um grande avanço para países do novo mundo. Os capítulos gerais animam a obra missionária que levam à formação de muitas províncias.Tempos novos      

O Concílio Vaticano II promulgou o decreto sobre a vida religiosa e Paulo VI mandou que todas as congregações fizessem um capítulo especial para a renovação de suas regras e constituições. O Capítulo foi realizado com grande preparação nos anos de 1967-69 e fez um texto novo das Constituições que regem a vida da Congregação. Este texto nasceu na mentalidade do Concílio e ofereceu bases da ação apostólica e espiritual da Congregação.      

A partir do XXIV Capítulo Geral de 2009, iniciou-se um processo de grande reestruturação da Congregação. Antes as Províncias eram independentes entre si. Agora quer se trabalhar em sistema de Conferência, isto é, grupos de províncias baseadas nas 5 regiões do mundo.Temos como direção:

 

‘ANUNCIAR O EVANGELHO DE MODO SEMPRE NOVO’ (São Clemente). 

RENOVADA ESPERANÇA, CORAÇÕES  RENOVADOS, ESTRUTURAS RENOVADAS PARA A MISSÃO.

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