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ORAÇÃO DO DIZIMISTA                                                                                     

Recebei, Senhor meu Dízimo! Não é uma esmola porque não sois mendigo. Não é uma contribuição porque não precisais. Não é o resto que me sobra que Vos ofereço. Esta importância representa, Senhor, meu reconhecimento, meu amor. Pois, se tenho, é porque me destes. Amém.

DÍZIMO: EXPRESSÃO DE COMPROMISSO E TRANSFORMAÇÃO

Na vida partilhamos tudo: a casa com nossa família; o transporte, com outras pessoas; as nossas opiniões, com amigos… O conceito de partilha está ligado ao conceito de divisão. Partilhar é fazer a divisão de alguma coisa. Partilhar é dividir. E dividir tem o significado de tirar uma parte do que se tem.

Entretanto, se no dicionário partilhar significa dividir, para os católicos não tem o mesmo significado, porque, na vida de todos eles, partilhar não é dividir; ao contrário, é somar; não é diminuir, mas aumentar; não é perder, mas ganhar. Partilhar, para o católico é, antes de tudo, um gesto de amor.

Amor ao próximo e amor a Jesus que, com um milagre, conseguiu partilhar o pouco que se tinha naquele momento – 5 pães e 2 peixes trazidos por um menino – com milhares de pessoas, alimentando-as em pleno deserto quando não existia mais comida e mostrando, na prática, como a partilha não divide, mas multiplica. Como o pouco dado, com amor, se transforma em muito.

Aquele menino ofereceu a Jesus o pouco que ele tinha trazido, de maneira precavida, e confiou que Ele poderia fazer aquele pouco se transformar em muito. No Evangelho de João 6, 1-13, lemos: “Eram cerca de cinco mil homens. Então Jesus tomou os pães, deu graças e os repartiu entre os que estavam assentados, tanto quanto queriam; e fez o mesmo com os peixes. Depois que todos receberam o suficiente para comer, disse aos seus discípulos: Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado. Então eles os ajuntaram e encheram doze cestos com pedaços dos cinco pães de cevada deixados por aqueles que tinham comido.”

Quando promovemos a partilha com a visão do católico, repetindo o gesto de oferta do menino, damos sem esperar nada, mas recebemos algo em troca se essa partilha é feita com amor, porque a partilha é uma via de mão dupla. Assim como aconteceu no episódio do profeta Elias (I Reis 17,7-16), que chegando à casa de uma viúva pediu que esta lhe preparasse uma refeição com o último punhado de farinha e um pouco de azeite que possuía. Ela o fez prontamente sem pedir nada em troca, partilhando o pouco que tinha, e, a partir daquele momento, não faltou mais alimento em sua casa.

Os cinco pães e os dois peixes oferecidos pelo menino e divididos por Jesus entre a multidão, e a comida oferecida pela viúva ao profeta Elias são representados, hoje, pelo gesto de oferta e partilha repetido em nossas comunidades: o Dízimo.

É por isso que o Dízimo representa, para todos os católicos, a EXPRESSÃO DE COMPROMISSO E TRANSFORMAÇÃO, no sentido de prover a necessidade de muitos com as ofertas de todos.

O QUE É DÍZIMO?

A inspiração com que cada um vê ou percebe o dízimo vai atribuir-lhe um significado. Assim, ouve-se que é gesto de amor, de agradecimento, expressão de fé, de solidariedade, de fraternidade, retribuição aos dons e bênçãos de Deus, manifestação de responsabilidade para com a Igreja e o plano de Deus, e outros inúmeros qualificativos que buscam defini-lo.

De fato, o dízimo assume diferentes expressões em razão do que o motiva (por que o oferto?) ou de sua destinação (para que o oferto?). Mas uma palavra resume todas as suas possíveis definições: AMOR. Num primeiro momento, devo reconhecer, pelos dons gratuitos que recebo de Deus – a começar pela vida, pela saúde, pela inteligência -, o imenso AMOR que Ele tem por mim. Depois, manifesto de forma objetiva minha gratidão, retribuindo a Ele este sentimento em gesto concreto de AMOR através dos meus irmãos.

O homem do campo, com muita facilidade, vê a ação de Deus, a colaboração, a parceria de Deus em seu trabalho. É a terra, o sol, a chuva, que, no tempo e na quantidade certa, fazem brotar a semente, desenvolver a planta, gerar o fruto. E reconhecendo a eficácia dessa parceria, à época da colheita, como retratado no Antigo Testamento, oferta a Deus o dízimo, a décima parte, de tudo o que produz.

Hoje, a maioria de nós está confinada em grandes centros urbanos. Nosso campo são as fábricas, os escritórios, as lojas de comércio. A semente é nossa vida, é nossa saúde, nossa inteligência, dons de Deus que colocamos a serviço. Nossa colheita, fruto de nosso trabalho, é o salário que recebemos no final de cada mês, ou aquilo que recebermos por qualquer trabalho, seja a que título for, em que empreguemos aqueles dons.

Então, testemunhando a gratidão a Deus e manifestando nosso amor à Igreja e aos irmãos, também ofertamos nosso dízimo. O dízimo é, pois, uma retribuição que fazemos a Deus de parte do que gratuitamente d’Ele recebemos, um pouco de nós mesmos; e o fazemos através da Igreja, para que ela possa cumprir a missão da qual Jesus a incumbiu.

O QUE É A PASTORAL DO DÍZIMO?

Dízimo é o gesto de gratidão a Deus do que somos e temos. Foi a forma que Abraão encontrou para agradecer, devolvendo a Deus a parte dos bens conquistados, não porque Deus precisasse, mas por gratidão ao Senhor a quem tudo pertence. Depois deste primeiro gesto de Abraão encontramos várias citações na Bíblia que apontam para a importância ao dízimo (Mc 12,13-17; 1Cor 16,1-2; Lc 4, 18-19; 2Cor 8-9; Lv 27.32-34; Ml, 11-12; Sl 24,1; At 28,35; Lc 6, 33; Fl 4, 19; etc).

Em 1967 os Bispos do Brasil refletiram sobre o ser católico e sua missão da Igreja. E para que a Igreja possa continuar sua missão de evangelizar, os leigos deverão exercer seu protagonismo. A conscientização do dízimo ocupa lugar de destaque enquanto instrumento da ação evangelizadora. Em 1974, na 16ª Assembléia dos Bispos do Brasil, foi criada a partir de então a Pastoral do Dízimo com o objetivo de dar continuidade ao plano de ação da Igreja.

Em nossa paróquia esta pastoral foi implantada nos anos 70. O trabalho de conscientização em torno ao dízimo nunca está concluído, pois a realidade social, econômica e cultural muda constantemente e, com ela, sempre surge a necessidade de inovações e adaptações para atender as inúmeras demandas pastorais.

Embora esta pastoral esteja implantada, nem todos os paroquianos conhecem o verdadeiro sentido do dízimo, confundem o dízimo com uma oferta dada nas missas ou um serviço voluntário prestado a igreja como catequistas, ministro da Eucaristia etc. Assim se eximem de serem dizimistas. O dízimo carrega consigo outra dimensão e significado. Devemos compreender esta pastoral em três dimensões:religiosa, social e missionária.

Dimensão religiosa: o dízimo deve suprir com recursos, todas as necessidades direta ou indiretamente ligadas ao culto e aos seus ministros. Gastos com o templo – construção e manutenção, salário do padre e dos funcionários, encargos, energia elétrica, água, telefone, impressos, paramentos litúrgicos, velas, vinho, hóstias, equipamentos de som e audiovisuais, etc.

Dimensão social: o dízimo deve suprir as necessidades dos irmãos mais necessitados da comunidade, atendidos pelas pastorais sociais. As nossas pastorais sociais cuidam da promoção do ser humano e neste seu trabalho de misericórdia e compaixão resgatam a dignidade dos irmãos assistidos.

Dimensão missionária: o dízimo deve sustentar financeiramente as ações de evangelização da comunidade exercidas dentro e fora do território da paróquia. Nesse mesmo compromisso de fidelidade a Deus, somos convocados a proclamar o Evangelho a todos os povos. Formação dos novos padres (manutenção dos seminários religiosos e diocesanos) e o trabalho missionário (em nosso caso, Angola).

Dízimo não é nova lei, esmola, taxa ou comércio; é uma oferta espontânea, livre e familiar. É preciso ter isso claro. Segundo o espírito bíblico e cristão é consequência de um ato de fé livre e comprometido com a minha comunidade. Pois, a minha vida, o que sou e tenho é um dom de Deus. E uma forma de expressar essa gratidão a Deus, como Abraão, é oferecendo o dízimo.

O DÍZIMO EM NOSSA VIDA

O quinto mandamento da Igreja determinava, até pouco tempo, que é dever do católico “pagar o dízimo segundo o costume”. Mas que costume será este? A Igreja Católica tem se mostrado tolerante quanto à obrigação de se pagar a décima parte do que se ganha. A nova redação dada ao mandamento “pagar o dízimo segundo o costume” tornou-se “ajudar a igreja em suas necessidades”.

O dízimo, bem entendido, exclui o egoísmo e integra o amor. Deve ser buscado com desejo constante, ou seja, sentir vontade e amor em participar de coração do dízimo que é fonte de graças, sinal de comunhão com Deus. E inadmissível o dízimo como pagamento, ele deve ser entendido como devolução a Deus do que ele mesmo nos dá.

Nós dizimistas não podemos entender a devolução como troca de favores (teologia da prosperidade), devemos fazer essa devolução com amor, sem segundas intenções, sem exigirmos que a Igreja realize obras para incentivar a participação da devolução, porque mostrar obras é próprio dos políticos e não da Igreja.

Devemos participar do dízimo com apenas um sentimento – “Entrar em comunhão com Deus, participar de seu plano de salvação e estar em comum-união com a casa de Deus e a comunidade”.

Dízimo é a entrada em comunhão com Deus, é a partilha, mas para chegarmos a isso, precisamos educar nossa fé. Quando é Deus que pede, a oferta é conforme manda nossos corações e corações conscientizados conhecem seus deveres, conhecem as necessidades da sua paróquia, e na hora da devolução dos nossos dízimos atenderemos com amor e fidelidade ao pedido de Deus.

DÍZIMO: QUANTO OFERTAR?

Efetivamente, dízimo significa uma décima parte, ou dez por cento, como já se ofertava ao tempo do Antigo Testamento. A Igreja conversou a palavra bíblica “DÍZIMO”, sem entendê-la tão somente como porcentagem. Contudo, longos anos afastados da prática do dízimo, poucos são ainda os cristãos católicos que o têm como compromisso. Há, assim, que se reconhecer difícil, de uma hora para outra, separar os dez por cento de Deus de um salário pequeno já comprometido com um orçamento apertado.

Deus há de entender e perdoar, enquanto sentir o esforço e o propósito de cada um. São Paulo (II Cor 9, 7) orienta: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria”. É isso: se mesmo se esforçando, você só pode dar pouco, faça-o, mas com amor. E que não seja seu resto, sua sobra.

Embora a palavra Dízimo signifique a décima parte (dez por cento), São Paulo nos ensina que nossa contribuição não precisa basear-se num percentual rígido; o critério para definir o valor do Dizimo é o impulso de nosso coração. Devemos contribuir com o máximo que o nosso orçamento possa suportar. Assim, quem pode dar 10% não contribua com menos. Quem pode dar 5% não dê 4, quem pode dar 3% não dê 2.

Nada do que Deus lhe deu é resto. Se você pode dar muito, mas não se sente motivado, não está conscientizado, não dê nada. Porque sem amor, sem o sentido da gratidão e do compromisso, não é dízimo, é esmola. Deus não quer e não precisa de esmola.

A orientação que se pode dar para quem vai iniciar a prática do dízimo, vai ainda se inscrever como novo dizimista, é que inicie com um ou dois por cento, para não ter que desistir logo em seguida. Lembre-se que bastou um jovem desprendido ofertar cinco pães e dois peixes para que Jesus operasse o milagre da multiplicação (Jo 6,5-13). Assim fará com o dízimo em nossa paróquia. Aos poucos, vendo o desenvolvimento de sua comunidade e o trabalho que agora é possível promover, você pode querer aumentar sua participação. Será uma decisão sua e de sua família.

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